Dane-se o seu salário


Isso mesmo. Mas, calma. Deixa eu explicar.


O valor que você recebe de salário não é correspondente à bondade da empresa em que você trabalha ou à benevolência do seu chefe, mas o que você “vale” na visão dessas pessoas e do mercado.


É muito comum o profissional trabalhar no limite do seu salário. Como assim? Exercer suas funções baseadas no que foi pré-determinado para aquele cargo e na referência do que foi definido de salário. Em outras palavras: “pra quê vou fazer algo diferente se ganho o mesmo que meu colega de trabalho?”. Esse é o problema.


Estrelas do futebol, por exemplo, certamente passaram dois ou três anos ganhando um salário mínimo. Nenhum deles foi fazer gol contra por insatisfação salarial.


É impossível não ser percebido se você for diferenciado(a). A recompensa salarial virá pelo que você gera de real valor, independentemente da vontade do seu chefe imediato.


O que fazer? Vou elencar em 3 pontos como eu acredito que você deveria lidar e melhorar no seu trabalho, e consequentemente o seu salário.

1.      Implicância clássica: na maior parte das vezes, o profissional rivaliza com seu chefe imediato. Isso é péssimo. Pois a implicância constante gera perda de foco no que realmente é necessário para a empresa, gerando pouca produtividade. Tendo pouca produtividade, sua evolução profissional será esquecida ou colocada em segundo plano. Claro que há chefes intolerantes e que não reconhecem o valor dos seus funcionários. Mas, lembre-se: a empresa tem vida própria e precisa sobreviver e crescer. Alguém dentro dela vai PRECISAR e NOTAR o seu diferencial (caso este diferencial exista). Quando isso acontecer, a recompensa salarial é consequência.

2.      Bom senso: sou propagador de que o bom senso é a melhor das qualidades de um ser humano. Brinco que deveria ter curso de bom senso. Inclusive, devo escrever um texto somente sobre esse tema, em breve. É mais do que comum as decisões cotidianas serem pautadas em falta de bom senso, trazendo resultados negativos e insuficientes. O bom senso de perceber que fazer o melhor para todos (independentemente de você desejar isso no seu íntimo) é sempre mais produtivo e valioso para você mesmo(a).

3.      Seja o melhor ouvinte: tem gente que acha que quem controla é quem fala mais, sem saber que quem realmente toma conta da situação é quem ouve mais. Quando você é um ouvinte sincero (aquele que REALMENTE está ouvindo o outro, e não aparentemente), você traz a pessoa para o seu raio de influência. Todo mundo gosta de ser ouvido com sinceridade. Ser um bom ouvinte te faz mais necessário para a empresa em que você trabalha. Não tenha dúvidas.


Enquanto você não perceber o seu real valor e a evolução da sua contribuição a todos com quem você convive, você “não tem o direito” de se preocupar com aumento salarial. Portanto, dane-se o seu salário, pois você tem coisas mais importantes com as quais se preocupar no momento.


A notícia boa é que só depende de você mudar a si mesmo, para transformar as pessoas e as coisas à sua volta. 


Felipe Liberal é cofundador da Use Café e do Cafeína Talks

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